Está chegando o Dairy Vision 2020!

Confira entrevista de Marcelo Pereira de Carvalho, CEO do Milkpoint, que revela os diferenciais do evento deste ano.

 

Evento de referência para o setor de leite e produtos lácteos vem com muita informação essencial para os players do mercado. O Dairy Vision ganha ainda mais relevância neste ano de pandemia, que trouxe mudanças profundas. Novas tecnologias, novos canais de venda, protagonismo crescente do consumidor, entre outros aspectos que afetam o setor de leite e derivados serão alguns dos focos do Dairy Vision.

Em entrevista, Marcelo Pereira de Carvalho fala como o evento on-line oferecerá uma visão única de parte das transformações recentes e da presença de mais de 20 especialistas estrangeiros nas palestras.

 

Revista Indústria de LaticíniosO que podemos esperar do Dairy Vision deste ano?

 

Marcelo Pereira de Carvalho – A impossibilidade de fazer o evento presencial trouxe desafios, mas também oportunidades. Uma delas é que pudemos ousar mais no programa, já que não haveria a necessidade de deslocamento dos palestrantes, algo normalmente complicado, quando se pensa em um evento global. Com isso, foi possível sonhar com uma programação nunca antes feita, com mais de 20 estrangeiros, com profissionais de 14 países participando. A outra questão interessante envolvendo o evento on-line é que a “distância” para qualquer pessoa assistir o evento é a mesma, estando em Rondônia ou Londres, por exemplo. Uma visão global única sobre o setor passa a ser acessível a qualquer pessoa, independentemente de onde estiver. Estes dois aspectos fazem com que tenhamos ótimas expectativas para o evento desde ano.

 

RiL – Como é um ano atípico, os interesses do público devem estar voltados para temas que contemplem reflexos da pandemia no setor de leite e derivados. Nesse cenário, a equipe selecionou palestrantes que abordam essa questão?

 

Marcelo Pereira de Carvalho – Sem dúvida a temática envolvendo o que aconteceu neste ano e, principalmente, possíveis cenários para 2021 tem um papel importante no Dairy Vision 2020. O primeiro dia é todo voltado para isso, reunindo na primeira manhã especialistas da Europa, Estados Unidos, Argentina, Brasil e Rússia, ao passo que, durante a tarde, exploremos as mudanças trazidas pela pandemia, incluindo as oportunidades no e-commerce de alimentos, as transformações no foodservice, a percepção do consumidor junto aos lácteos, com uma pesquisa inédita, e um case nacional de como o Covid-19 estimulou mudanças na empresa.

 

RiL – Quais outros temas que considera relevantes para o setor serão destaques no evento?

 

Marcelo Pereira de Carvalho  – Apesar da relevância do tema que norteia a pandemia, o fato é que o processo de transformação envolvendo uma agenda ainda mais ampla, precisa ser conhecido e acompanhado. Aspectos como a transformação digital nas empresas, a sustentabilidade como um driver importante do consumo, a convergência tecnológica e o protagonismo do consumidor, que é cada vez maior, já estavam ocorrendo e foram intensificados neste ano. É muita mudança ocorrendo e costumo dizer que quem está confortável com tudo isso é porque está mal informado. O Dairy Vision 2020 oferecerá uma visão única de parte dessas transformações. Teremos, como exemplo, a Arla Foods, que está usando blockchain para garantir a sustentabilidade; a Yogut.me, startup sueca de oferece a possibilidade de fazer seu próprio iogurte, personalizado; a Ai Palette, startup de Cingapura que analisa dados de busca e consumo de alimentos para identificar em tempo real as tendências em alimentos; ou a Hydrogreen, empresa que produz forragens em hidroponia no Canadá. Além desses temas, falaremos sobre inovação em lácteos, comunicação com o consumidor e importância dos lácteos na nutrição das pessoas, bem como o mercado dos produtos alternativos.

RiL – Como foi formatado o evento do ponto de vista de tecnologia? Há alguma inovação que será introduzida neste ano?

 

Marcelo Pereira de Carvalho  – O fato de o evento ser on-line, em si representa uma mudança tecnológica. Usaremos uma plataforma específica para eventos on-line, com um aplicativo em três línguas (português, inglês e espanhol), que permite fazer enquetes em tempo real e acompanhar o programa. As palestras estão sendo gravadas previamente, para podermos legendar/traduzir. As sessões ao vivo terão uma ferramenta de tradução em tempo real. Os participantes poderão assistir às palestras mesmo após o evento, o que é uma garantia de não perder nada do conteúdo.

RiL  Qual é normalmente o perfil do público do Dairy Vision? Acredita que neste ano deva haver mudança de perfil em função de ser evento digital?

 

 

Marcelo Pereira de Carvalho  – Normalmente, o perfil do público envolve líderes de laticínios (gerência, diretoria, presidência), mas também de empresas de insumos para a indústria e para a produção, uma vez que cada vez mais a produção está conectada com o consumo. Sempre temos também alguns produtores de leite de maior porte, que entendem a importância de olhar o panorama mais amplo do mercado. Neste ano, com a facilidade do ambiente on-line, acreditamos que teremos um número maior de pessoas e com uma abrangência maior de público, dada a facilidade de participar e o custo mais baixo do que no presencial.

RiL – Neste ano, o Milkpoint realizou outros eventos digitais. Como foram recebidos pelos participantes? Como avalia os resultados para vocês, como organizadores?

 

 

Marcelo Pereira de Carvalho  – Foi um ano de grandes desafios, mas também de aprendizados e descobertas interessantes. Eu não conseguiria imaginar o que ocorreria conosco caso alguém me dissesse, em dezembro de 2019, que nenhum de nossos eventos físicos ocorreria em 2020! Soa meio clichê, mas 2020 foi o ano em que a crise trouxe de fato oportunidades. Fizemos vários eventos on-line, com resultados positivos do ponto de vista de aprovação dos participantes e patrocinadores, bem como das métricas do negócio em si. É preciso reconhecer que o evento on-line não é igual ao presencial. Alguns benefícios, como o networking, não ocorrem da mesma maneira e não substituem o presencial. Por outro lado, as possibilidades ao se montar o programa são inigualáveis.  Tenho certeza hoje que o on-line oferece uma condição até superior ao presencial quando se trata de conteúdo. Por isso, estamos bastante satisfeitos com o que tivemos neste ano, apesar de todas as dificuldades e incertezas.

 

 

 

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