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	<title>Comentários sobre: Fórum 2012</title>
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		<title>Por: Amilcar Lacerda de Almeida - Gerente do Departamento de Economia e Estatística da Abia.</title>
		<link>http://revistalaticinios.com.br/forum2012/#comment-35</link>
		<dc:creator>Amilcar Lacerda de Almeida - Gerente do Departamento de Economia e Estatística da Abia.</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 17:04:34 +0000</pubDate>
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		<description>ABIA – Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação
Amilcar Lacerda de Almeida, Gerente do Departamento de Economia e Estatística da Abia.

O ano de 2011 foi positivo para o setor de alimentos. O mercado de Food
Service e o varejo alimentício evoluíram consideravelmente, crescendo não só
em volume de produção, como em faturamento e em outros indicadores.
Além disso, podemos destacar o aumento das exportações, beneficiadas pela
alta de cotações de commodities internacionais e o acordo firmado entre o
Ministério da Saúde e a Indústria para reduzir o teor de sódio de alimentos.
Na contramão, podemos pontuar a MP 552, que pôs fim ao crédito presumido
PIS/Cofins e causará um aumento na carga tributária, elevando os preços dos
alimentos, afetando diretamente o consumidor.
Entre os objetivos atingidos pelas indústrias de alimentos, podemos destacar a ampliação do consumo interno e das vendas de alimentos de maior valor agregado, além do lançamento de
produtos novos e inovadores no mercado brasileiro.
O ano de 2011 pode ser considerado próspero para o setor, pois foi um ano de bons resultados. Um bom exemplo é o crescimento da produção física industrial de alimentos e bebidas que alcançou quase 5% em 2011, repetindo o bom desempenho de 2010.
Podemos destacar como maiores dificuldades no ano passado, a ampliação da crise econômica na zona do Euro, a quebra de safra de cana-de-açúcar, as medidas de
contenção de crédito no Brasil que dificultaram a expansão das empresas do
setor e o aumento da carga tributária no país.
Exportações
Em exportações de alimentos o Brasil apresentou crescimento significativo. As vendas externas em dólares foram 18,2% superiores às de 2010 e os volumes embarcados de alimentos processados alcançaram estabilidade, uma vez que o setor alimentício de processados continua a financiar os setores exportadores deficitários.
Lácteos
O mercado de laticínios no Brasil passa por uma acentuada transformação
estrutural. A incorporação de novos consumidores das classes de renda C, D e E
alarga significativamente o mercado de consumo no Brasil.
Os produtos novos e de grande valor agregado ampliam suas vendas,
incrementadas pela expansão e dinamismo da economia brasileira. Assim, as
vendas de lácteos no Brasil vêm crescendo entre 5% e 7% ao ano.
Perspectivas para 2012
O ano de 2012 apresenta dois fatos antagônicos. A provável expansão do
mercado interno brasileiro, assegurada pela expansão da massa salarial (salário
mínimo cresce mais de 14%), e a queda nas taxas de juros, a qual possibilitará a
continuidade de ampliação no consumo de alimentos.
Contudo, a crise econômica na Europa e os possíveis problemas climáticos nos
países do Mercosul podem restringir este crescimento.
O maior desafio será crescer no mercado interno e em exportações.
Segundo nossas estimativas, para o setor de lácteos, projetamos expansão de vendas entre 4% e 6%, diretamente dependente da oferta de matéria-prima, pois a demanda dos consumidores está em franco crescimento. No setor, um desafio será o desenvolvimento com melhoria de qualidade do leite para tornar o Brasil competitivo internacionalmente.
Quanto ao movimento de aquisições e fusões de empresas, as indústrias precisam de escala para investir e crescer. Em períodos de restrição de capital, a necessidade de joint-ventures, fusões e incorporações podem aumentar. Em períodos de mais fácil acesso a capitais e quando as empresas estão consolidadas espera-se um menor número de negócios.
Abia
Dentre as ações importantes da Abia em 2011, podemos destacar o acordo da Indústria com o Ministério da Saúde para a redução do teor de sódio de alimentos, além do IV Congresso
Internacional de Food Service.
As principais metas da indústria da alimentação para 2012 são: a ampliação das vendas
externas, o incentivo aos investimentos em P&amp;D, o lançamento de novos
produtos no mercado e o atingimento das metas de redução de sódio
compromissadas com o MS.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ABIA – Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação<br />
Amilcar Lacerda de Almeida, Gerente do Departamento de Economia e Estatística da Abia.</p>
<p>O ano de 2011 foi positivo para o setor de alimentos. O mercado de Food<br />
Service e o varejo alimentício evoluíram consideravelmente, crescendo não só<br />
em volume de produção, como em faturamento e em outros indicadores.<br />
Além disso, podemos destacar o aumento das exportações, beneficiadas pela<br />
alta de cotações de commodities internacionais e o acordo firmado entre o<br />
Ministério da Saúde e a Indústria para reduzir o teor de sódio de alimentos.<br />
Na contramão, podemos pontuar a MP 552, que pôs fim ao crédito presumido<br />
PIS/Cofins e causará um aumento na carga tributária, elevando os preços dos<br />
alimentos, afetando diretamente o consumidor.<br />
Entre os objetivos atingidos pelas indústrias de alimentos, podemos destacar a ampliação do consumo interno e das vendas de alimentos de maior valor agregado, além do lançamento de<br />
produtos novos e inovadores no mercado brasileiro.<br />
O ano de 2011 pode ser considerado próspero para o setor, pois foi um ano de bons resultados. Um bom exemplo é o crescimento da produção física industrial de alimentos e bebidas que alcançou quase 5% em 2011, repetindo o bom desempenho de 2010.<br />
Podemos destacar como maiores dificuldades no ano passado, a ampliação da crise econômica na zona do Euro, a quebra de safra de cana-de-açúcar, as medidas de<br />
contenção de crédito no Brasil que dificultaram a expansão das empresas do<br />
setor e o aumento da carga tributária no país.<br />
Exportações<br />
Em exportações de alimentos o Brasil apresentou crescimento significativo. As vendas externas em dólares foram 18,2% superiores às de 2010 e os volumes embarcados de alimentos processados alcançaram estabilidade, uma vez que o setor alimentício de processados continua a financiar os setores exportadores deficitários.<br />
Lácteos<br />
O mercado de laticínios no Brasil passa por uma acentuada transformação<br />
estrutural. A incorporação de novos consumidores das classes de renda C, D e E<br />
alarga significativamente o mercado de consumo no Brasil.<br />
Os produtos novos e de grande valor agregado ampliam suas vendas,<br />
incrementadas pela expansão e dinamismo da economia brasileira. Assim, as<br />
vendas de lácteos no Brasil vêm crescendo entre 5% e 7% ao ano.<br />
Perspectivas para 2012<br />
O ano de 2012 apresenta dois fatos antagônicos. A provável expansão do<br />
mercado interno brasileiro, assegurada pela expansão da massa salarial (salário<br />
mínimo cresce mais de 14%), e a queda nas taxas de juros, a qual possibilitará a<br />
continuidade de ampliação no consumo de alimentos.<br />
Contudo, a crise econômica na Europa e os possíveis problemas climáticos nos<br />
países do Mercosul podem restringir este crescimento.<br />
O maior desafio será crescer no mercado interno e em exportações.<br />
Segundo nossas estimativas, para o setor de lácteos, projetamos expansão de vendas entre 4% e 6%, diretamente dependente da oferta de matéria-prima, pois a demanda dos consumidores está em franco crescimento. No setor, um desafio será o desenvolvimento com melhoria de qualidade do leite para tornar o Brasil competitivo internacionalmente.<br />
Quanto ao movimento de aquisições e fusões de empresas, as indústrias precisam de escala para investir e crescer. Em períodos de restrição de capital, a necessidade de joint-ventures, fusões e incorporações podem aumentar. Em períodos de mais fácil acesso a capitais e quando as empresas estão consolidadas espera-se um menor número de negócios.<br />
Abia<br />
Dentre as ações importantes da Abia em 2011, podemos destacar o acordo da Indústria com o Ministério da Saúde para a redução do teor de sódio de alimentos, além do IV Congresso<br />
Internacional de Food Service.<br />
As principais metas da indústria da alimentação para 2012 são: a ampliação das vendas<br />
externas, o incentivo aos investimentos em P&amp;D, o lançamento de novos<br />
produtos no mercado e o atingimento das metas de redução de sódio<br />
compromissadas com o MS.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Humberto Mendes de Carvalho - Presidente – Sindileite /SP</title>
		<link>http://revistalaticinios.com.br/forum2012/#comment-29</link>
		<dc:creator>Carlos Humberto Mendes de Carvalho - Presidente – Sindileite /SP</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 13:34:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://revistalaticinios.com.br/#comment-29</guid>
		<description>MERCADO INTERNACIONAL 


Com 50% do mercado de consumo mundial de lácteos estagnado (Europa e Estado Unidos) e um quadro de generalizadas dificuldades e baixo crescimento de economia internacional, o mercado internacional sinaliza ainda pequenas oscilações nos preços de lácteos, mas a tendência é de baixa, motivada pelo aumento em geral da produção nos países exportadores e de instabilidades em 2012 devido:
	Primavera árabe indefinida (Egito – Síria - Iemen).
	Desdobramento Israel/Palestina).
	Tensões do programa nuclear Iraniano.
	Guerra fria entre Irã e países do Golfo (petróleo).
	Termino da ocupação americana no Iraque.
	Imprevisibilidade do novo governo Norte Coreano.
	Afeganistão sem presença americana.
	Desfecho das eleições Americanas.
	Estagnação na Europa e baixo crescimento nos Estados Unidos.
	China em desaceleração.

Tudo indica que teremos tempos difíceis, inclusive para os lácteos, com tendência de aumento de estoques a nível mundial.

IMPORTAÇÕES


Continuaram elevadas em dezembro de 2011, principalmente devido à entrada de seis milhões de litros de leite UHT do Uruguai.
Deveremos ainda em janeiro termos importações altas, pois os estoques brasileiros até dezembro não existiram e os importadores certamente farão estoques estratégicos neste inicio de ano.
Poderão em fevereiro após os estoques de produtos brasileiros começarem a se elevarem, as importações retraírem um pouco.
O ano de 2011 terminou com o preço ao produtor brasileiro elevado (aumento superior a 15% sobre 2010), preços aos consumidores próximos à inflação brasileira (+6%), importações elevadas e o brasileiro consumindo tudo que se produziu e se importou. 



EXPORTAÇÕES


Com o dólar oscilando nos R$1,80, tivemos desde setembro uma melhora de 15%, mas mesmo assim estamos fora do mercado internacional devido aos preços internacionais não serem atrativos e não existirem disponibilidades, pois o consumo interno esteve absorvendo toda a produção.
Poderemos esporadicamente fazer algumas exportações, pois os estoques já começam a existir, algumas empresas desejam manter o interesse de abertura no mercado externo, mesmo operando sem lucratividade.
Exportamos em dezembro condensado, manteiga e um pouco de queijo e leite modificado.







MERCADO BRASILEIRO DE LÁCTEOS

Neste começo de 2012 as condições climáticas estão provocando em algumas regiões queda de produção devido à seca no Rio Grande do Sul / Santa Catarina e excesso de chuvas em Minas Gerais / Rio de Janeiro / Espírito Santo.
Mesmo assim teremos produção em janeiro de 2012 superior a janeiro 2011.
O consumo permanece normal, dentro das expectativas, pois todo janeiro o consumo é retraído devido às férias escolares.
Os preços aos produtores e consumidores permanecem estáveis com pequena tendência de baixa, pois os estoques começam a aumentar na segunda quinzena.
Devemos fechar janeiro com boa produção interna, com produtor estimulado a produzir e indústria vendendo bem, mas lucratividade muito baixa. 
No final de fevereiro devido à entrada dos novos MVA (relativo à correção da substituição tributaria pelos estados) em 1º março, novas tabelas com aumento ao varejo serão introduzidas.

Perspectivas 2012 



Embora em 2012 o mercado internacional não esteja sinalizando tempos bons, nosso vigoroso mercado interno permanecerá comprando (aumento de renda do brasileiro e principalmente do salário mínimo) e deveremos continuar absorvendo toda produção brasileira e importações (desde que o volume vindo do MERCOSUL não exceda ao de 2011). Deverá ser ainda um ano compensador ao produtor e indústria de leite.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>MERCADO INTERNACIONAL </p>
<p>Com 50% do mercado de consumo mundial de lácteos estagnado (Europa e Estado Unidos) e um quadro de generalizadas dificuldades e baixo crescimento de economia internacional, o mercado internacional sinaliza ainda pequenas oscilações nos preços de lácteos, mas a tendência é de baixa, motivada pelo aumento em geral da produção nos países exportadores e de instabilidades em 2012 devido:<br />
	Primavera árabe indefinida (Egito – Síria &#8211; Iemen).<br />
	Desdobramento Israel/Palestina).<br />
	Tensões do programa nuclear Iraniano.<br />
	Guerra fria entre Irã e países do Golfo (petróleo).<br />
	Termino da ocupação americana no Iraque.<br />
	Imprevisibilidade do novo governo Norte Coreano.<br />
	Afeganistão sem presença americana.<br />
	Desfecho das eleições Americanas.<br />
	Estagnação na Europa e baixo crescimento nos Estados Unidos.<br />
	China em desaceleração.</p>
<p>Tudo indica que teremos tempos difíceis, inclusive para os lácteos, com tendência de aumento de estoques a nível mundial.</p>
<p>IMPORTAÇÕES</p>
<p>Continuaram elevadas em dezembro de 2011, principalmente devido à entrada de seis milhões de litros de leite UHT do Uruguai.<br />
Deveremos ainda em janeiro termos importações altas, pois os estoques brasileiros até dezembro não existiram e os importadores certamente farão estoques estratégicos neste inicio de ano.<br />
Poderão em fevereiro após os estoques de produtos brasileiros começarem a se elevarem, as importações retraírem um pouco.<br />
O ano de 2011 terminou com o preço ao produtor brasileiro elevado (aumento superior a 15% sobre 2010), preços aos consumidores próximos à inflação brasileira (+6%), importações elevadas e o brasileiro consumindo tudo que se produziu e se importou. </p>
<p>EXPORTAÇÕES</p>
<p>Com o dólar oscilando nos R$1,80, tivemos desde setembro uma melhora de 15%, mas mesmo assim estamos fora do mercado internacional devido aos preços internacionais não serem atrativos e não existirem disponibilidades, pois o consumo interno esteve absorvendo toda a produção.<br />
Poderemos esporadicamente fazer algumas exportações, pois os estoques já começam a existir, algumas empresas desejam manter o interesse de abertura no mercado externo, mesmo operando sem lucratividade.<br />
Exportamos em dezembro condensado, manteiga e um pouco de queijo e leite modificado.</p>
<p>MERCADO BRASILEIRO DE LÁCTEOS</p>
<p>Neste começo de 2012 as condições climáticas estão provocando em algumas regiões queda de produção devido à seca no Rio Grande do Sul / Santa Catarina e excesso de chuvas em Minas Gerais / Rio de Janeiro / Espírito Santo.<br />
Mesmo assim teremos produção em janeiro de 2012 superior a janeiro 2011.<br />
O consumo permanece normal, dentro das expectativas, pois todo janeiro o consumo é retraído devido às férias escolares.<br />
Os preços aos produtores e consumidores permanecem estáveis com pequena tendência de baixa, pois os estoques começam a aumentar na segunda quinzena.<br />
Devemos fechar janeiro com boa produção interna, com produtor estimulado a produzir e indústria vendendo bem, mas lucratividade muito baixa.<br />
No final de fevereiro devido à entrada dos novos MVA (relativo à correção da substituição tributaria pelos estados) em 1º março, novas tabelas com aumento ao varejo serão introduzidas.</p>
<p>Perspectivas 2012 </p>
<p>Embora em 2012 o mercado internacional não esteja sinalizando tempos bons, nosso vigoroso mercado interno permanecerá comprando (aumento de renda do brasileiro e principalmente do salário mínimo) e deveremos continuar absorvendo toda produção brasileira e importações (desde que o volume vindo do MERCOSUL não exceda ao de 2011). Deverá ser ainda um ano compensador ao produtor e indústria de leite.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Nilson Muniz</title>
		<link>http://revistalaticinios.com.br/forum2012/#comment-28</link>
		<dc:creator>Nilson Muniz</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 19:35:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://revistalaticinios.com.br/#comment-28</guid>
		<description>2012 começa instável para setor de Leite Longa Vida
As chuvas incessantes que afetam o Sudeste do Brasil e os problemas de estiagem no Sul já influenciaram fortemente a produção e captação de leite nessas regiões. Com isso, ficaram frustradas as expectativas da indústria de maior disponibilidade de matéria-prima e de consequente redução de preço do produto em todo o País, cenário habitual nesta época do ano. Como resultado, os preços do Leite Longa Vida na indústria têm sofrido reajustes de até 10%, que certamente acabarão nas gôndolas dos supermercados.  
O clima adverso, na prática, antecipou uma situação que era prevista apenas para março a junho, período entre o final da safra do Sudeste e o início do aumento da produção no Sul. Ainda não é possível antecipar o impacto das condições climáticas no desempenho de 2012. O que se espera é que não haja crescimento significativo da produção primária neste ano. De todo modo não existe perspectiva de falta de matéria-prima e de que, tampouco, o segmento de leite de consumo seja afetado. A possibilidade real é que não exista a queda do preço do leite ao produtor e que, em consequência, a indústria seja obrigada a transferir para o comércio a perda econômica que já se acumula nos últimos meses. Tais correções serão necessárias para a viabilidade do negócio e chegarão ao consumidor de maneira moderada, pois o trade tem trabalhado com boas margens sobre o Leite Longa Vida, independentemente do preço que tenha pago à indústria.
Essas inconstâncias surpreendem o setor num momento de fortes investimentos, com muitas plantas industriais novas e em fase de adaptação ao mercado. Para se ter uma ideia, a indústria de Leite Longa Vida encerrou 2011 com um montante de investimentos da ordem de R$ 1 bilhão, um aporte que envolveu várias novas plantas, aumento de capacidade industrial, modernização, pesquisa e desenvolvimento de produtos, marketing e comunicação. Foi um dos períodos de maior investimento da história recente do setor, que tem uma expectativa de crescimento maior do que os 4% inicialmente previstos, ou 5,7 bilhões de litros – os números oficiais ainda não estão fechados. 

Vetor de crescimento – Historicamente, o Leite Longa Vida tem se mantido como vetor de crescimento do mercado de leite fluido no Brasil. Por sua praticidade e facilidade de distribuição e armazenamento, bem como pela crescente credibilidade junto aos consumidores, o UHT atende ao estilo de vida do brasileiro e às características do País, com seu clima tropical e dimensões continentais. 
O consumo de LLV segue sua tendência histórica de expansão. O produto tem se destacado no mundo lácteo: já está presente em 89% dos lares brasileiros e representa 76% do leite fluido de consumo. Equivale, ainda, a 30% do destino do leite inspecionado captado no Brasil. Embora os números oficiais ainda não estejam fechados, o setor trabalha com um crescimento acima de 4% (total de 5,7 bilhões de litros) e um faturamento superior a R$ 10 bilhões em 2011, ano em que a indústria de Leite Longa Vida encerrou com investimentos próximos a R$ 1 bilhão.
QUALIDADE MONITORADA – Mais de 1000 análises com resultados de garantia de qualidade. Este é o balanço de quatro anos do “Programa de Monitoramento da Qualidade do Leite Longa Vida”, completados em agosto. O programa da ABLV criou para o mercado o conjunto necessário de normas para garantir a credibilidade do produto e a confiabilidade junto ao consumidor. 

Oficializado em 2008, o programa é regido por regulamento previsto no estatuto da ABLV e amplamente difundido entre os associados da entidade e demais fabricantes do setor. Baseia-se em um monitoramento trimestral de todas as marcas comercializadas no País, por meio de análises físico-químicas realizadas em laboratório credenciado e auditado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 
A ABLV coleta de modo contínuo cerca de 80 marcas em todas as regiões do País e as encaminha para análise, sendo que cada marca é monitorada ao menos uma vez a cada três meses.  O objetivo é monitorar a qualidade do LLV e garantir que o produto esteja rigorosamente dentro dos padrões exigidos pela legislação. 
Todos os resultados das análises são entregues ao MAPA como uma colaboração da associação para que o Ministério tenha uma ferramenta a mais no monitoramento por ele promovido. Esta é a resposta da ABLV ao esforço que as autoridades têm empreendido na fiscalização e orientação às indústrias para garantir ao consumidor um leite de boa qualidade. 
O monitoramento do setor de LLV – o mais importante dentro da cadeia láctea – se apresenta como o mais eficiente meio de preservação da imagem da categoria e de sustentação do próprio negócio. 
PRESERVAÇÃO – Além de um parque industrial moderno, o Leite Longa Vida conta com a confiabilidade do processo de ultrapasteurização (UHT) – caracterizado pelo aquecimento do leite a temperaturas entre 130-150ºC durante 2 a 4 segundos, seguido de resfriamento a temperatura inferior a 32ºC. A indústria exige matéria-prima de boa qualidade e se abastece do leite cru das mesmas bacias leiteiras utilizadas pelos fabricantes dos demais produtos: leite pasteurizado, leite em pó, queijos, iogurtes e outros. 
É a combinação das tecnologias de ultrapasteurização, de envase asséptico em embalagens longa vida e da retirada do ar no momento do fechamento da embalagem que garante ao Leite Longa Vida a preservação de suas propriedades organolépticas (cor, sabor, aroma) e nutricionais por até 180 dias após o envase, sem necessidade de refrigeração e sem uso de conservantes. 
Parte importante no processo é também a embalagem cartonada, composta por seis camadas de diferentes materiais. Começando de dentro para fora, duas camadas de polietileno evitam qualquer contato do leite com as demais camadas protetoras da embalagem. Em seguida, vem uma camada de alumínio, cuja função é evitar a passagem de oxigênio, luz e microorganismos, e uma quarta camada de polietileno. Uma quinta camada de papel confere resistência à embalagem e, finalmente, uma sexta camada de polietileno. 

NO MUNDO – O Leite Longa Vida está amplamente distribuído no mundo, sendo que na Europa representa mais de 97% do consumo de leite fluido em países como a Bélgica, Espanha, França e Portugal. Na Alemanha representa perto de 70% e na Itália sua participação é da ordem de 60%. Na América Latina tem enorme importância no Chile (98%), Argentina (87%) e Brasil (76%).
 
REPRESENTATIVIDADE – A ABLV completou 17 anos em setembro de 2011 e congrega atualmente 40 empresas, que juntas respondem por mais de 80% da produção de Leite Longa Vida no País, estimada em quase 6 bilhões de litros para 2011. A entrada da associação no mercado, em 1994, coincide com o período que registrou maiores índices de crescimento de vendas do produto. Naquele ano, as vendas de LLV eram de 730 milhões de litros, um volume que já representava 60% de aumento sobre o ano anterior. O market share, de 20% em 1994, passou para os 76,3% em 2010.

Nilson Muniz
Diretor Executivo
ABLV – Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida









</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>2012 começa instável para setor de Leite Longa Vida<br />
As chuvas incessantes que afetam o Sudeste do Brasil e os problemas de estiagem no Sul já influenciaram fortemente a produção e captação de leite nessas regiões. Com isso, ficaram frustradas as expectativas da indústria de maior disponibilidade de matéria-prima e de consequente redução de preço do produto em todo o País, cenário habitual nesta época do ano. Como resultado, os preços do Leite Longa Vida na indústria têm sofrido reajustes de até 10%, que certamente acabarão nas gôndolas dos supermercados.<br />
O clima adverso, na prática, antecipou uma situação que era prevista apenas para março a junho, período entre o final da safra do Sudeste e o início do aumento da produção no Sul. Ainda não é possível antecipar o impacto das condições climáticas no desempenho de 2012. O que se espera é que não haja crescimento significativo da produção primária neste ano. De todo modo não existe perspectiva de falta de matéria-prima e de que, tampouco, o segmento de leite de consumo seja afetado. A possibilidade real é que não exista a queda do preço do leite ao produtor e que, em consequência, a indústria seja obrigada a transferir para o comércio a perda econômica que já se acumula nos últimos meses. Tais correções serão necessárias para a viabilidade do negócio e chegarão ao consumidor de maneira moderada, pois o trade tem trabalhado com boas margens sobre o Leite Longa Vida, independentemente do preço que tenha pago à indústria.<br />
Essas inconstâncias surpreendem o setor num momento de fortes investimentos, com muitas plantas industriais novas e em fase de adaptação ao mercado. Para se ter uma ideia, a indústria de Leite Longa Vida encerrou 2011 com um montante de investimentos da ordem de R$ 1 bilhão, um aporte que envolveu várias novas plantas, aumento de capacidade industrial, modernização, pesquisa e desenvolvimento de produtos, marketing e comunicação. Foi um dos períodos de maior investimento da história recente do setor, que tem uma expectativa de crescimento maior do que os 4% inicialmente previstos, ou 5,7 bilhões de litros – os números oficiais ainda não estão fechados. </p>
<p>Vetor de crescimento – Historicamente, o Leite Longa Vida tem se mantido como vetor de crescimento do mercado de leite fluido no Brasil. Por sua praticidade e facilidade de distribuição e armazenamento, bem como pela crescente credibilidade junto aos consumidores, o UHT atende ao estilo de vida do brasileiro e às características do País, com seu clima tropical e dimensões continentais.<br />
O consumo de LLV segue sua tendência histórica de expansão. O produto tem se destacado no mundo lácteo: já está presente em 89% dos lares brasileiros e representa 76% do leite fluido de consumo. Equivale, ainda, a 30% do destino do leite inspecionado captado no Brasil. Embora os números oficiais ainda não estejam fechados, o setor trabalha com um crescimento acima de 4% (total de 5,7 bilhões de litros) e um faturamento superior a R$ 10 bilhões em 2011, ano em que a indústria de Leite Longa Vida encerrou com investimentos próximos a R$ 1 bilhão.<br />
QUALIDADE MONITORADA – Mais de 1000 análises com resultados de garantia de qualidade. Este é o balanço de quatro anos do “Programa de Monitoramento da Qualidade do Leite Longa Vida”, completados em agosto. O programa da ABLV criou para o mercado o conjunto necessário de normas para garantir a credibilidade do produto e a confiabilidade junto ao consumidor. </p>
<p>Oficializado em 2008, o programa é regido por regulamento previsto no estatuto da ABLV e amplamente difundido entre os associados da entidade e demais fabricantes do setor. Baseia-se em um monitoramento trimestral de todas as marcas comercializadas no País, por meio de análises físico-químicas realizadas em laboratório credenciado e auditado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).<br />
A ABLV coleta de modo contínuo cerca de 80 marcas em todas as regiões do País e as encaminha para análise, sendo que cada marca é monitorada ao menos uma vez a cada três meses.  O objetivo é monitorar a qualidade do LLV e garantir que o produto esteja rigorosamente dentro dos padrões exigidos pela legislação.<br />
Todos os resultados das análises são entregues ao MAPA como uma colaboração da associação para que o Ministério tenha uma ferramenta a mais no monitoramento por ele promovido. Esta é a resposta da ABLV ao esforço que as autoridades têm empreendido na fiscalização e orientação às indústrias para garantir ao consumidor um leite de boa qualidade.<br />
O monitoramento do setor de LLV – o mais importante dentro da cadeia láctea – se apresenta como o mais eficiente meio de preservação da imagem da categoria e de sustentação do próprio negócio.<br />
PRESERVAÇÃO – Além de um parque industrial moderno, o Leite Longa Vida conta com a confiabilidade do processo de ultrapasteurização (UHT) – caracterizado pelo aquecimento do leite a temperaturas entre 130-150ºC durante 2 a 4 segundos, seguido de resfriamento a temperatura inferior a 32ºC. A indústria exige matéria-prima de boa qualidade e se abastece do leite cru das mesmas bacias leiteiras utilizadas pelos fabricantes dos demais produtos: leite pasteurizado, leite em pó, queijos, iogurtes e outros.<br />
É a combinação das tecnologias de ultrapasteurização, de envase asséptico em embalagens longa vida e da retirada do ar no momento do fechamento da embalagem que garante ao Leite Longa Vida a preservação de suas propriedades organolépticas (cor, sabor, aroma) e nutricionais por até 180 dias após o envase, sem necessidade de refrigeração e sem uso de conservantes.<br />
Parte importante no processo é também a embalagem cartonada, composta por seis camadas de diferentes materiais. Começando de dentro para fora, duas camadas de polietileno evitam qualquer contato do leite com as demais camadas protetoras da embalagem. Em seguida, vem uma camada de alumínio, cuja função é evitar a passagem de oxigênio, luz e microorganismos, e uma quarta camada de polietileno. Uma quinta camada de papel confere resistência à embalagem e, finalmente, uma sexta camada de polietileno. </p>
<p>NO MUNDO – O Leite Longa Vida está amplamente distribuído no mundo, sendo que na Europa representa mais de 97% do consumo de leite fluido em países como a Bélgica, Espanha, França e Portugal. Na Alemanha representa perto de 70% e na Itália sua participação é da ordem de 60%. Na América Latina tem enorme importância no Chile (98%), Argentina (87%) e Brasil (76%).</p>
<p>REPRESENTATIVIDADE – A ABLV completou 17 anos em setembro de 2011 e congrega atualmente 40 empresas, que juntas respondem por mais de 80% da produção de Leite Longa Vida no País, estimada em quase 6 bilhões de litros para 2011. A entrada da associação no mercado, em 1994, coincide com o período que registrou maiores índices de crescimento de vendas do produto. Naquele ano, as vendas de LLV eram de 730 milhões de litros, um volume que já representava 60% de aumento sobre o ano anterior. O market share, de 20% em 1994, passou para os 76,3% em 2010.</p>
<p>Nilson Muniz<br />
Diretor Executivo<br />
ABLV – Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Eduardo Grecco Lemos</title>
		<link>http://revistalaticinios.com.br/forum2012/#comment-27</link>
		<dc:creator>Eduardo Grecco Lemos</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 18:58:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://revistalaticinios.com.br/#comment-27</guid>
		<description>Fornecedora global de ingredientes naturais, a Chr. Hansen está bastante otimista com a chegada deste novo ano para todas as suas áreas de atuação. Especialmente falando do setor laticinista, onde a empresa possui uma forte atuação com soluções em culturas e enzimas, a Chr. Hansen acredita que o consumo de produtos lácteos continuará apresentando significante aumento, principalmente pela atual situação econômica do país, que vêm proporcionando maior poder de compra aos consumidores de todas as classes sociais, particularmente da classe média, que passou a consumir mais produtos lácteos.

No ano passado, o crescimento do setor foi bastante significativo. A indústria queijeira, por exemplo, atingiu crescimento de aproximadamente 10%, segundo dados estimados pela ABIQ (Associação Brasileira das Indústrias de Queijos), superando o crescimento do PIB nacional, que deve fechar o ano em torno de 3% a 3,5%, segundo estimativas do Banco Central. Parte deste positivo crescimento pode ser relacionado ao fato de que os produtos lácteos estão totalmente alinhados as principais tendências de consumo listadas no New Nutrition Business 2011, que contemplava produtos com apelo à saúde e ao bem-estar dos consumidores. Alguns exemplos destas tendências são produtos mais saudáveis e convenientes, com propriedades a saúde digestiva e controle de peso, entre outros atrativos para o consumidor final, que podem facilmente ser encontrados nos produtos lácteos.

Este crescimento promove toda a cadeia produtiva. Mais consumidores, maior produção da indústria fabricante e consequentemente maiores oportunidades para a indústria de ingredientes.

Alguns fatores macro ambientais, como o preço do leite, por exemplo, também são fatores influentes na dinâmica do mercado. É esperado que com o aumento de importação do leite em pó, o preço do leite fluido poderá apresentar um recuo no mercado, possibilitando maior captação para a alocação em outras categorias de produtos lácteos.

A Chr. Hansen se orgulha de ser parte desse processo, no momento em que tem trazido soluções tecnológicas à industria, ajudando a melhorar pontos fundamentais do desempenho industrial, como produtividade, rendimento e qualidade.

Nessa aposta de cenário positivo, a Chr. Hansen continuará apresentando novidades ao setor, sempre visando trazer novas soluções e tecnologias para apoiar as indústrias fabricantes na geração de novos conceitos para o mercado nacional de iogurtes, leites fermentados e queijos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fornecedora global de ingredientes naturais, a Chr. Hansen está bastante otimista com a chegada deste novo ano para todas as suas áreas de atuação. Especialmente falando do setor laticinista, onde a empresa possui uma forte atuação com soluções em culturas e enzimas, a Chr. Hansen acredita que o consumo de produtos lácteos continuará apresentando significante aumento, principalmente pela atual situação econômica do país, que vêm proporcionando maior poder de compra aos consumidores de todas as classes sociais, particularmente da classe média, que passou a consumir mais produtos lácteos.</p>
<p>No ano passado, o crescimento do setor foi bastante significativo. A indústria queijeira, por exemplo, atingiu crescimento de aproximadamente 10%, segundo dados estimados pela ABIQ (Associação Brasileira das Indústrias de Queijos), superando o crescimento do PIB nacional, que deve fechar o ano em torno de 3% a 3,5%, segundo estimativas do Banco Central. Parte deste positivo crescimento pode ser relacionado ao fato de que os produtos lácteos estão totalmente alinhados as principais tendências de consumo listadas no New Nutrition Business 2011, que contemplava produtos com apelo à saúde e ao bem-estar dos consumidores. Alguns exemplos destas tendências são produtos mais saudáveis e convenientes, com propriedades a saúde digestiva e controle de peso, entre outros atrativos para o consumidor final, que podem facilmente ser encontrados nos produtos lácteos.</p>
<p>Este crescimento promove toda a cadeia produtiva. Mais consumidores, maior produção da indústria fabricante e consequentemente maiores oportunidades para a indústria de ingredientes.</p>
<p>Alguns fatores macro ambientais, como o preço do leite, por exemplo, também são fatores influentes na dinâmica do mercado. É esperado que com o aumento de importação do leite em pó, o preço do leite fluido poderá apresentar um recuo no mercado, possibilitando maior captação para a alocação em outras categorias de produtos lácteos.</p>
<p>A Chr. Hansen se orgulha de ser parte desse processo, no momento em que tem trazido soluções tecnológicas à industria, ajudando a melhorar pontos fundamentais do desempenho industrial, como produtividade, rendimento e qualidade.</p>
<p>Nessa aposta de cenário positivo, a Chr. Hansen continuará apresentando novidades ao setor, sempre visando trazer novas soluções e tecnologias para apoiar as indústrias fabricantes na geração de novos conceitos para o mercado nacional de iogurtes, leites fermentados e queijos.</p>
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	<item>
		<title>Por: Nanci H. Ohata Santana</title>
		<link>http://revistalaticinios.com.br/forum2012/#comment-26</link>
		<dc:creator>Nanci H. Ohata Santana</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 13:33:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://revistalaticinios.com.br/#comment-26</guid>
		<description>Em uma visita recente à Europa, pudemos perceber que o mercado brasileiro está se adequando rapidamente ao mesmo nível que as grandes potências do Primeiro Mundo, tanto em questão de tecnologia quanto de legislação. Praticamente o que eles fazem lá para manejo do gado, coleta, tratamento, distribuição e conservação de leite também já é praticado aqui. 

Nosso maior problema é colocar estas leis em prática, que são inúmeras, e utilizarmos os recursos que temos para a melhoria da qualidade láctea, porque temos tudo o que precisamos para nos igualarmos a esses países. O produtor de leite precisa ter mais subsídios para seu trabalho por parte do Governo, com mais acesso a informação e uma política de redução de impostos, mas também precisa ser mais aberto às mudanças e adaptações necessárias. 

A indústria, por sua vez, também pode dar mais atenção à questão da qualidade e, de fato, investir em melhorias, seguindo a legislação à risca, porque é isso que os europeus fazem: eles dão grande atenção à qualidade e respeitam o consumidor acima de tudo. O dia que chegarmos a este nível de cuidado, nosso querido Brasil vai superar, sem sombra de dúvida, qualquer país com tradição mais antiga em laticínios. 

Nós, da Fermentech, olhamos esse mercado sempre com uma visão positiva e acreditamos que os problemas que existem são comuns a qualquer outro mercado e podem ser gerenciados com trabalho e dedicação.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Em uma visita recente à Europa, pudemos perceber que o mercado brasileiro está se adequando rapidamente ao mesmo nível que as grandes potências do Primeiro Mundo, tanto em questão de tecnologia quanto de legislação. Praticamente o que eles fazem lá para manejo do gado, coleta, tratamento, distribuição e conservação de leite também já é praticado aqui. </p>
<p>Nosso maior problema é colocar estas leis em prática, que são inúmeras, e utilizarmos os recursos que temos para a melhoria da qualidade láctea, porque temos tudo o que precisamos para nos igualarmos a esses países. O produtor de leite precisa ter mais subsídios para seu trabalho por parte do Governo, com mais acesso a informação e uma política de redução de impostos, mas também precisa ser mais aberto às mudanças e adaptações necessárias. </p>
<p>A indústria, por sua vez, também pode dar mais atenção à questão da qualidade e, de fato, investir em melhorias, seguindo a legislação à risca, porque é isso que os europeus fazem: eles dão grande atenção à qualidade e respeitam o consumidor acima de tudo. O dia que chegarmos a este nível de cuidado, nosso querido Brasil vai superar, sem sombra de dúvida, qualquer país com tradição mais antiga em laticínios. </p>
<p>Nós, da Fermentech, olhamos esse mercado sempre com uma visão positiva e acreditamos que os problemas que existem são comuns a qualquer outro mercado e podem ser gerenciados com trabalho e dedicação.</p>
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	<item>
		<title>Por: Selvino Giesel</title>
		<link>http://revistalaticinios.com.br/forum2012/#comment-22</link>
		<dc:creator>Selvino Giesel</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 20:35:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://revistalaticinios.com.br/#comment-22</guid>
		<description>Boa tarde.

Com relação as percpectivas para o leite de 2012, a produção no oeste de SC deverá seguir a tendência dos últimos anos, com um crescimento de 8%. Já, no Brasil, acreditamos que tenhamos um crescimento ao redor de 2%.

Com relação ao preço, estamos na dependência do resultado da balança comercial de lácteos, que no ano de 2011 teve um dos reusltados mais negativos para o Brasil e, janeiro de 2012, ja demonstra a mesma tendência. Dependemos de fatores, como as recentes crises que vêm acontecendo nos países Europeus, que poderá pesar de forma positiva para nós, uma vez que subsídios dados aos produtores europeus poderão cair, tirando a competitividade dos mesmos.
Outro ponto importante é a variação cambial do dólar, que está aumentando a competitividade dos EUA. Internamente, maior volume de financiamentos tendem a fazer com que a produção aumente, puxado pelo estímulo dos bons preços ao produtor no último ano. Por outro lado, programas como  Bolsa Família fará aumentar o consumo de lácteos e também a legislação do leite (IN51) vem melhorando a qualidade do leite brasileiro, podendo abrir mercados para o nosso produto no exterior e internamente permite fazer produtos de melhor qualidade atendendo a um consumidor mais exigente agregando valor ao mesmo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Boa tarde.</p>
<p>Com relação as percpectivas para o leite de 2012, a produção no oeste de SC deverá seguir a tendência dos últimos anos, com um crescimento de 8%. Já, no Brasil, acreditamos que tenhamos um crescimento ao redor de 2%.</p>
<p>Com relação ao preço, estamos na dependência do resultado da balança comercial de lácteos, que no ano de 2011 teve um dos reusltados mais negativos para o Brasil e, janeiro de 2012, ja demonstra a mesma tendência. Dependemos de fatores, como as recentes crises que vêm acontecendo nos países Europeus, que poderá pesar de forma positiva para nós, uma vez que subsídios dados aos produtores europeus poderão cair, tirando a competitividade dos mesmos.<br />
Outro ponto importante é a variação cambial do dólar, que está aumentando a competitividade dos EUA. Internamente, maior volume de financiamentos tendem a fazer com que a produção aumente, puxado pelo estímulo dos bons preços ao produtor no último ano. Por outro lado, programas como  Bolsa Família fará aumentar o consumo de lácteos e também a legislação do leite (IN51) vem melhorando a qualidade do leite brasileiro, podendo abrir mercados para o nosso produto no exterior e internamente permite fazer produtos de melhor qualidade atendendo a um consumidor mais exigente agregando valor ao mesmo.</p>
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